Podcast analisou conjuntura e resultados positivos da Previ no ano de 2025

Podcast analisou conjuntura e resultados positivos da Previ no ano de 2025

O primeiro podcast Papo Previ do ano de 2026, contou com a presença da Diretora Eleita de Planejamento, Paula Goto e do Diretor de Investimentos, Cláudio Gonçalves, fazendo uma análise sobre o fechamento do ano de 2025 da entidade, que acabou com mudanças significativas, superávit e rentabilidade elevada em todos os perfis de investimentos.

A conjuntura de 2025 reafirmou a solidez histórica da Previ, evidenciada pela estabilidade e previsibilidade proporcionadas pelas estratégias definidas em suas Políticas de Investimentos — que orientam tanto a acumulação de riqueza e diversificação do Previ Futuro quanto a segurança e imunização do passivo no Plano 1 — e embasam a visão positiva dos gestores para 2026, que projetam alta rentabilidade e consolidação da recuperação observada no último ano.

Previ Futuro fortalecido

Os resultados quantitativos de 2025 para o Previ Futuro foram expressivos e são fruto da estratégia traçada pela Política de Investimentos:

·         Perfil Agressivo: Retorno acumulado superior a 20% no ano.

·         Ciclos de Vida: Os perfis com prazos mais longos (2050 e 2060) registraram rentabilidades reais (acima da inflação) de até 20%.

·         Perfil Conservador: Passou por um processo de derisking, reduzindo a exposição a títulos públicos longos e voláteis de 42% para 15%, garantindo retornos positivos em todos os meses do ano.

Além disso, a introdução do perfil Pré-Aposentadoria em maio de 2025 cumpre uma função ética e protetiva, visando a preservação de capital para aqueles que estão na iminência de converter suas reservas em benefícios, mitigando o risco de choques de mercado de última hora.

Plano 1: Imunização do passivo e perenização do superávit

O Plano 1, modalidade de benefício definido (BD) para associados que ingressaram até 1997, é gerido sob a ótica da imunização do passivo. Com um patrimônio de R$ 150 bilhões e a responsabilidade de pagar R$ 1,6 bilhão mensalmente em benefícios, a estratégia focou em casar o fluxo de caixa dos ativos com as obrigações futuras (que se estendem até o ano 2100).

Em 2025, o Plano 1 obteve uma rentabilidade prévia de 16,68%, quase o dobro da meta atuarial de 8,83%. Isso só foi possível com estratégias que seguiram à risca a Política de Investimentos, com a redução da renda variável, sem deixar de alocar recursos em papéis valiosos que pagam altos dividendos. 

·         Desinvestimento Estratégico em Renda Variável: Venda de R$ 21 bilhões em ações (Neoenergia, BRF, Itaú), realizando lucros históricos.

·         Reinvestimento em NTN-Bs: Os recursos foram realocados em títulos públicos indexados à inflação com taxas médias de IPCA + 7,36%, valor significativamente superior à meta atuarial de INPC + 4,75%.

Risco zero de equacionamentos

Este movimento é descrito pelos gestores como a “perenização do superávit”. Ao marcar os títulos na curva e garantir juros reais elevados por décadas, a Previ isola o plano da volatilidade do mercado acionário, reduzindo tecnicamente a zero a probabilidade de equacionamento no horizonte da política atual. Até novembro de 2025, o superávit acumulado era de aproximadamente R$ 9,38 bilhões.

Previ Família e Governança Sustentável

O plano Previ Família também apresentou resultados robustos, com o perfil “Ousado” ultrapassando 22% de rentabilidade. A expansão deste plano é vista como uma forma de democratizar a expertise de gestão da entidade para familiares de associados.

Previ no PRI

No campo da governança global, os gestores destacam a eleição de Cláudio Gonçalves para o conselho do PRI (Principles for Responsible Investment), iniciativa da ONU. Este fato reforça a posição da Previ como líder em investimentos sustentáveis e responsáveis na América Latina, buscando atrair capital estrangeiro através da conformidade com padrões ESG (Ambiental, Social e Governança).